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Registro de autoridade
Pessoa

Djalma Campos de Pádua

  • BR-SPCMU-DCP1
  • Pessoa
  • 1892-1956

Djalma Campos de Pádua nasceu em Campinas, em 9 de fevereiro de 1892, onde atuou como compositor, escritor, maestro, músico e professor, tendo iniciado seus estudos com o pai, o músico Luiz de Pádua. Especializou-se em interpretação com o maestro italiano Luigi Chiaffarelli e estudou harmonia, composição e contraponto com o compositor brasileiro João Gomes de Araújo. Mudou-se para Buenos Aires em meados da década de 1910 e lá completou o curso de virtuosidade e regência em 1920, no Conservatório Nacional de Música Santa Cecília. Foi regente em várias companhias de operetas, zarzuelas e revistas, dirigindo conjuntos musicais a bordo da Monson Line Comp. De volta a Campinas, trabalhou como professor no Colégio Progresso Campineiro, tendo sido diretor e professor do Instituto Musical “Dr. Gomes Cardim”. Em 1933, presidiu por curto espaço de tempo a Sociedade Sinfônica Campineira (hoje Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas) e, em 1948, fundou a Orquestra Filarmônica Campineira com destacado apoio da imprensa local. Prestou colaboração valiosa à Banda Musical “Carlos Gomes”. Escreveu e publicou, enquanto compositor e estudioso da arte musical, em torno de 400 trabalhos de diversos gêneros: poemas sinfônicos, músicas de estilo regional (como as populares músicas carnavalescas), fantasias e peças para concerto, além de trabalhos didáticos e analíticos sobre música. Por outro lado, é também lembrado como um dos pioneiros da aviação civil em Campinas. Constituiu família em Campinas ao casar-se com Maria Antonia Marchezini Pádua tendo dois filhos: José Roberto e Pedro Luiz. Djalma faleceu em Campinas, em 5 de dezembro de 1956, no hospital Beneficência Portuguesa.

Paulo de Moraes Barros

  • Pessoa
  • 16 jun. 1866 - 15 dez. 1940

Paulo de Moraes Barros foi um médico sanitarista e político brasileiro. Nasceu em Piracicaba-SP e em 16 de junho de 1866, filho do senador Manoel de Moraes Barros. Era sobrinho de Prudente de Moraes Barros. Formou-se na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1888 e trabalhou como delegado de higiene em Piracicaba, promovendo o saneamento da cidade e combatendo as epidemias que assolavam a região na época. De 1896 a 1913 foi vereador em sua cidade natal, assumindo por várias vezes a presidência da Câmara. Entre 1909 e 1911 foi deputado federal, exercendo o cargo de Secretário de Estado da Agricultura do Governo Rodrigues Alves. Foi reeleito deputado em 1927, exercendo a função até 1929. Em 1930 apoiou a aliança com Getúlio Vargas, tendo sido nomeado por este Ministro de Estado de Viação e Obras Públicas e, interinamente, da Agricultura. Durante o Movimento Constitucionalista de 1932, Paulo de Moraes Barros foi nomeado Secretário de Estado da Fazenda do Governo Pedro de Toledo. Foi um dos signatários do armistício de 2 de outubro, decretando o fim do movimento. Com a derrota dos paulistas, foi um dos líderes exilados. Após seu retorno ao Brasil, foi eleito Senador em 1935. Foi preso em 1937 durante a vigência do Estado Novo. Faleceu em São Paulo em 15 de dezembro de 1940.

Antônio Luiz Dias de Andrade

  • Pessoa
  • 1948-1997

Antônio Luiz Dias de Andrade, conhecido por Janjão, graduou-se em 1972 pela FAU-USP. Em 1974, cursou Especialização em Conservação de Monumentos e Conjuntos Históricos, oferecido por meio de parceria entre o Ministério da Educação e Cultura, o IPHAN, a FAU-USP e o CONDEPHAAT. Recebeu o título de mestre em 1984 com a dissertação "Técnicas Construtivas, Vale do Paraíba" e, em 1993, doutorou-se com a tese "Um estado completo que pode jamais ter existido", ambos pela FAU-USP. Foi professor do Departamento de História da Arquitetura e Estética do Projeto da FAU-USP desde 1976. Realizou inventários para o CONDEPHAAT e foi indicado por Carlos Lemos para coordenar pesquisas sobre as técnicas construtivas da região do Vale do Paraíba entre 1976 e 1977. Foi diretor regional do IPHAN em São Paulo (1978 à 1994); membro do Conselho Consultivo do CONDEPHAAT entre os anos de 1978 e 1994; membro do Icomos desde 1981 e do Conselho Superior do IAB. Foi autor de vários artigos e textos sobre a história da arquitetura nacional e a preservação dos bens culturais; assim como de pesquisas e levantamentos sobre a arquitetura tradicional brasileira, em particular a identificação e documentação de cerca de 250 fazendas antigas no estado de São Paulo, realizado para a Secretaria do Estado da Cultura, da qual foi Consultor Técnico.

Aristides Pedro da Silva

  • Pessoa
  • 1921-2012

Aristides Pedro da Silva (1921-2012), mais conhecido por V8, nasceu na fazenda Atibaia, distrito de Sousas. Caçula de uma família de oito filhos, sua mãe, Presciliana Silveira, trabalhava para as famílias da elite local e seu pai, Benedito Pedro da Silva, era administrador de fazendas. Em meados de 1928, seus pais foram trabalhar na Fazenda Hotel Fonte Sônia, em Valinhos, de propriedade do então prefeito Orozimbo Maia, onde permaneceram até 1937, quando se mudaram para Campinas. Sua mãe montou uma banca no Mercado Municipal e seu pai faleceu nesse período. Antes de tornar-se fotógrafo, Aristides trabalhou na Leiteria Santana e na Fundição Gerin Neto. Além disso, também abriu um estabelecimento comercial, a “Lavanderia V8”, na casa onde residiu por quase toda a sua vida, na Rua Júlio Frank, no bairro do Botafogo. Anos depois, esta casa foi transformada em estúdio fotográfico. Seu interesse pela fotografia, há indícios, de que este teve seu início por meio da pintura. No período
em que vivia na Fonte Sônia, Aristides fez amizade com um hóspede francês que pintava e passou a acompanhá-lo pela fazenda carregando seus apetrechos. Essas excursões ajudaram a moldar o seu olhar e a despertar o gosto pela arte. Desta forma, ainda jovem, cursou, por pouco tempo, uma escola de pintura em Campinas. Foi registrando partidas de futebol que V8 começou a fotografar em 1947. O futebol era a outra paixão de Aristides: jogou como amador e foi técnico do juvenil do Guarani F. C., entre 1950 e 1960. A origem do apelido de Aristides é um tanto vaga. A raiz está no logotipo do Ford V8, cujo desenho de um V (referência à forma do possante motor com oito cilindros) constava nos carros da indústria. Segundo Aristides, seu irmão ganhou este apelido no campo de futebol devido ao recorte do seu calção de jogador. Tempos depois, o apelido foi transferido para ele, Aristides, o irmão mais novo. Outra versão da origem do estranho apelido, mais condizente com a sua trajetória de fotógrafo, é que o referido desenho figurava em uma de suas máquinas fotográficas. Aristides não se casou e não teve filhos. Dedicou-se a cuidar de sua mãe na casa da Rua Júlio Frank até 1967 quando se deu o seu falecimento. Continuou no mesmo endereço até 2004, quando foi morar em São Paulo, sob os cuidados de familiares. V8 faleceu em 1º de setembro de 2012, devido à problemas decorrentes da idade avançada e foi sepultado na capital do Estado.

Ermelinda Dias Rosa

  • Pessoa
  • 31 dez. 1910 - 10 maio 2000

Ermelinda Dias Rosa nasceu em Campinas, em 31 de dezembro de 1910 e faleceu em sua cidade natal, em 10 de maio de 2000. Seus pais, Alberto Joaquim Rosa e Ermelinda Ferrer Dias Rosa, imigrantes vindos de Portugal, em 08/04/1895 (Livro 48/pg. 36 - Memorial do Imigrante). Após o falecimento de sua mãe, seu pai, zelador da Loja Maçônica de Campinas, teve o apoio das filhas, bordadeiras, para ajudar no sustento da família. Posteriormente, Ermelinda Dias Rosa formou-se professora na Escola Normal (atual Escola Carlos Gomes). Lecionou em vários colégios de Campinas, participando da organização e atuando como professora da Escola da Chácara da Barra-Vila Estanislau, hoje, Bairro Cambuí. Em 1932, com a Revolução Constitucionalista em curso, inscreveu-se como voluntária e trabalhou nos Correios, separando correspondências, provenientes de famílias dos jovens combatentes, a serem enviadas para o front. Naquele mesmo ano também participou da Campanha “Ouro Para o Bem de São Paulo” e fez curso de Enfermagem de Emergência do Professor Raul Briquet, visando ir também ela para o front, o que não aconteceu.
Professora Ermelinda sempre trabalhou implantando escolas e dando cursos pelo estado de São Paulo com seu cunhado José Cardoso – também professor e casado com sua irmã Aurora - e juntos ministraram cursos para normalistas em Ana Rech/Caxias do Sul, interior do Rio Grande do Sul.
Em sua vida familiar, Ermelinda Dias Rosa, solteira e sem filhos, ajudava a todos com sua presença amiga e dedicou-se em cuidados especiais à sobrinha-neta Lucia Helena Torres, por ter sido esta cadeirante.
Ermelinda Dias Rosa foi acometida por uma doença vascular, e, em consequência deste quadro, teve as pernas amputadas, tendo vivido por quatro anos em cadeira de rodas. Embora este tenha sido um período difícil, ela permaneceu esbanjando lições de vida. Morreu em casa, deixando muita saudade. (Texto adaptado. Escrito por Maria Cecilia Cardoso Benatti, em fevereiro de 2018, com base em relatos de sua mãe, Aurora, e de suas tias Albertina e Ermelinda).

Marlene Sant’Anna Reimann

  • Pessoa
  • 22 de outubro de 1937 -

Marlene Sant’Anna nasceu em São Paulo no dia 22 de outubro de 1937, filha de policial militar Cel. João José de Sant’Anna e Oracina Sant’Anna. Casou-se com Walter Reimann e tiveram três filhos: Stella, Walter e Elizabeth. Residiram na Av. Barão de Itapura, Campinas, SP, de 1945 a 1995, quando a deixaram devido à venda por herança.

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